quinta-feira, 31 de março de 2011

Grã-Bretanha estuda ração contra arrotos e flatulência para gado

Cientistas britânicos estão pesquisando maneiras de alterar a dieta de vacas e ovelhas com o objetivo de tentar reduzir a emissão de gases causadores de efeito estufa pelos animais, evitando arrotos e flatulência em excesso.
Reprodução
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Mudança pode reduzir emissão do gás metano em 33%
 

Um novo estudo feito por uma equipe da Universidade de Reading e pelo Instituto de Ciências Biológicas, Ambientais e Rurais da Universidade de Aberystwyth sugere que modificações no tipo de ração que alimenta o gado podem reduzir a emissão do gás metano em até 33%.
Animais ruminantes, como vacas e ovelhas, são uma das principais fontes de emissão de metano na indústria agropecuária, porque o processo de fermentação que acontece dentro de seu sistema digestivo provoca uma concentração do gás.
Ministros britânicos dizem esperar que o estudo, financiado pelo Departamento de Ambiente, Alimento e Assuntos Rurais (Defra, na sigla em inglês), melhore a performance ambiental das fazendas do país.
"É muito instigante que essa nova pesquisa tenha descoberto que, simplesmente mudando o modo como alimentamos os animais na fazenda, tenhamos o potencial de fazer uma grande diferença no meio ambiente", disse o ministro da Agricultura Jim Paice.
De acordo com o Defra, só a criação de gado em fazendas responde por 9% do total de emissão de gases de efeito estufa na Grã-Bretanha. Metade deste valor é consequência da criação de animais leiteiros como ovelhas, vacas e cabras.
Alimentação
Segundo os dados da pesquisa, aumentar a proporção de milho de 25% para 75% na ração utilizada na alimentação dos animais reduziria a emissão de metano em 6% para cada litro de leite produzido pelas vacas. O uso de capim rico em açúcar também reduziria as emissões em 20% para cada quilo de peso ganho pelos animais. No caso das ovelhas, aveia descascada pode reduzir a emissão de metano em 33%.
Mas a Defra disse que os benefícios das reduções a longo prazo terão que ser considerados "em comparação com outros impactos ambientais e com a praticidade e o custo de implementar (o método) nas fazendas."
A pesquisa também afirma não estar claro se as mudanças realmente reduzem a quantidade de gases expelidos pelos animais ou se as mudanças na dieta aumentam os rendimentos totais de carne e leite e, por isso, diminuem a proporção de metano produzido por quilo de carne ou litro de leite.
Ruminação
Há anos, pesquisadores de países como a Austrália e a Nova Zelândia buscam soluções para o problema da emissão de gases de efeito estufa na criação de gado. A criação de gado é uma das principais fontes de gases estufa
Na Nova Zelândia, os animais criados em fazendas respondem por 90% das emissões de metano do país, e por 43% das emissões de gases como metano e gás carbônico de todas as atividades humanas. Reduzir as emissões nessa área é condição para que o país alcance as metas estipuladas pelo protocolo de Kyoto.
Em 2010, a organização da ONU para alimentação e agricultura, FAO, propôs taxar as emissões dos animais como parte de uma série de medidas para reduzir o impacto ambiental do setor agrícola.
A FAO justificou a proposta dizendo que, considerando toda a cadeia alimentar (criação, alimentação, transporte, abate, etc.) os animais de criação do mundo são responsáveis por 9% das emissões de gás carbônico induzidas pelo homem e por 37% das emissões de metano.
No entanto, representantes do setor na Grã-Bretanha foram contra a ideia e disseram que já tomaram medidas para reduzir as emissões totais.
Uma medida alternativa, proposta por pesquisadores da Universidade de Bangor, no norte do País de Gales, seria manter o gado leiteiro em galpões, o que permitiria aos fazendeiros recolher o metano e utilizá-lo como combustível, evitando que o gás escape para a atmosfera. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.


Energia eólica supera nuclear em março na Espanha

EFE

A energia eólica supriu em março 21% da demanda por eletricidade na Espanha e, pela primeira vez, esteve à frente da energia nuclear, que cobriu 19% do consumo do país. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pela Rede Elétrica Espanhola.

Os parques eólicos marcaram um recorde este mês, com uma geração de 4.738 GWh, cerca de 5% a mais do que em março de 2010, e superaram também o montante gerado por via hidráulica, consolidando-se como a primeira fonte renovável em volume de geração de energia no país.

Ao todo, as renováveis supriram 42,2% da demanda por eletricidade na Espanha este mês - número que, apesar da contribuição da geração eólica, estão abaixo dos registrados no mesmo período do ano passado, de 48,5%. A Rede Elétrica Espanhola explica que a produção de energia via hidrelétricas, em 2010, foi muto mais alta do que a que vem se observando este ano.

Com este peso das renováveis, 57,9% da energia gerada foi por meio de tecnologias que não emitem CO2.

O Ministério da Indústria detalhou esta semana que em 2010 as tecnologias "limpas" foram a principal fonte de geração elétrica na Espanha e representaram 13,2% da energia final gerada, quase um ponto porcentual acima dos 12,3% registrados em 2009.

Jornal Meio Ambiente online

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Reprodução e comportamento das morsas

As morsas têm poucos predadores (normalmente baleias ou ursos polares), por isso, elas tendem a ter vidas relativamente longas - cerca de 30 anos. Durante sua vida, machos e fêmeas vivem em bandos separados. As fêmeas ficam no mesmo bando durante toda a vida e os machos saem do bando onde nasceram depois de dois ou três anos para se juntar ao bando masculino.
As fêmeas do Pacífico migram anualmente em bandos. No verão, quando o gelo derrete, as fêmeas vão para o norte, em direção ao Mar de Chuckchi. Elas voltam para o sul, no Mar de Bering, antes que o gelo congele no inverno. Os pesquisadores não sabem ao certo por que os machos não migram da mesma maneira que as fêmeas, mas alguns cientistas especulam que isso pode estar relacionado à produção de esperma. Pouco se sabe sobre as condições migratórias das morsas do Atlântico; elas aparentemente ficam na mesma área durante todo o ano.
As morsas macho geralmente atingem a maturidade sexual por volta dos 8 a 10 anos e as fêmeas, com 5 ou 6 anos. Mesmo sendo sexualmente maduros, os machos geralmente não acasalam antes dos 15 anos, e as fêmeas, antes dos 10.
briga entre morsas
Tersina Shieh/Istock
Duas morsas brigam por domínio
As morsas do Pacífico acasalam entre dezembro e março. As fêmeas encontram os machos e o acasalamento ocorre quando voltam da migração para o norte. Devido ao longo período de gestação de 15 meses, as fêmeas acasalam a cada dois anos ou mais. Assim, as fêmeas que ainda estão grávidas da temporada anterior se separam das outras quando o ritual de acasalamento começa.
As fêmeas remanescentes se juntam em uma pedra de gelo e se preparam para ser entretidas pelos machos na água. Geralmente, um ou dois machos se apresentam para cada grupo de aproximadamente 23 fêmeas - fazendo várias vocalizações dentro e fora da água. Nesse momento, os músculos da faringe (próximos à garganta) surgem como equipamentos de flutuação e amplificadores. Os machos inflam o peito para ficarem fora da água e começam a "serenata". Junto com esses ruídos, eles estalam os dentes, assobiam e fazem um som parecido com uma campainha até que a fêmea fique impressionada e entre na água para acasalar. Os machos geralmente ficam distantes uns dos outros entre 7 e 10 m, caso contrário, pode começar uma batalha. O domínio nos bandos de machos é estabelecido pelo tamanho do corpo, dos dentes e pela agressividade.
Durante os quatro ou cinco primeiros meses de gestação, os ovos fertilizados flutuam em volta do útero da fêmea antes de serem implantados na parede uterina e começarem a se desenvolver. Esse atraso na implantação é determinado pelas condições metabólicas, além de garantir que as crias nasçam em um ambiente excelente. As fêmeas dão à luz entre a metade de abril e de junho, quando migram para o norte. Elas ficam com seus filhotes até o mês de abril seguinte, pouco antes do próximo nascimento. Se não ficam grávidas na próxima estação, podem ficar com seus filhotes por até dois anos e meio.
filhote de morsa nas costas da mãe
Paul Nicklen, National Geographic/Getty Images
Uma fêmea carrega seu filhote

As fêmeas são muito protetoras com seus filhotes. Separam-se de outras morsas para formar uma colônia 'berçário' com outras mães. Elas cuidam de seus filhotes até os dois anos, o que pode variar se engravidarem ou não novamente no ano seguinte. As fêmeas geralmente passeiam com seus filhotes nas costas mesmo que eles possam nadar com apenas um mês.
Os filhotes pesam entre 45 e 75 kg quando nascem, crescem de 10 a 15 cm em um mês e ganham de 700 a 900 g por dia. Costumam ter os pêlos mais escuros do que os dos adultos e que vão clareando com a idade.
As morsas parecem inofensivas. Então, por que os caçadores mataram tantas morsas a ponto de sua quantidade ter diminuído tanto? Saiba mais na próxima página.

Adaptação ambiental da morsa

As morsas vivem em um dos ambientes mais rudes da Terra. Elas não só vivem onde as temperaturas são gélidas, como também passam a maior parte do tempo na água, onde liberam o calor do corpo 27 vezes mais rápido do que na terra. A morsa ainda tenta manter a temperatura do corpo a 36,6ºC. A pele geralmente fica de 1 a 3 graus mais quente que a água e o metabolismo do animal não é afetado a temperaturas entre -20 e 15ºC. Algumas morsas parecem não sofrer com as temperaturas da água (cerca de -35ºC) [fonte: Burns].
morsa cor-de-rosa gordaMimotito/Getty Images
Uma camada densa de gordura ajuda a morsa a
sobreviver a temperaturas muito baixas
Como fazem isso? Com bom isolamento, as morsas têm uma espessa camada de gordura bem abaixo da pele que as mantém aquecidas, modela sua forma e dá energia quando fazem um mergulho raso. Essa camada de gordura pode chegar a 10 cm de espessura e consistir em até 1/3 da massa corporal do animal no inverno [fonte: Burns].

Os vasos sangüíneos da morsa também se contraem e enviam o sangue da pele pelos órgãos principais, de onde o calor não escapa. Quando a temperatura está baixa ou uma morsa fica debaixo d'água por algum tempo, a pele parece ser branca. Quando uma morsa está aquecida, sua pele fica com um tom rosado, pois os vasos se dilatam e o sangue volta à superfície da pele para deixar o calor escapar. As morsas têm pêlos que gradualmente caem e são substituídos durante o verão, mas esse pêlo tem apenas de 7 a 12 mm de comprimento, o que influencia muito pouco no aquecimento do animal.
mergulho da morsa
Theo Westenberger/Getty Images
Uma morsa nada
no oceano
Para suportar o frio, as morsas sofreram várias adaptações que permitem que elas fiquem sem oxigênio por longos períodos de tempo. Essa capacidade está relacionada à circulação. Quando mergulham, os batimentos cardíacos diminuem e o sangue vai para os órgãos que precisam de mais oxigênio. Além disso, as morsas têm um alto nível de uma proteína chamada mioglobina no sangue. A mioglobina se liga ao oxigênio, leva-o pelo corpo e o armazena nos músculos. Os músculos da faringe, na garganta da morsa, fecham-se quando ela mergulha para evitar que a água entre nos pulmões do animal.
Para aprender mais sobre o comportamento das morsas e saber como um macho conquista a fêmea com uma "serenata", veja a próxima página.

Órgãos sensitivos da morsa e alimentação

As morsas fazem um excelente trabalho de localização de sua caça, mas não apenas por causa de sua boa visão. Os dois olhos, na frente (e não nos lados) da cabeça, não oferecem uma visão muito boa. Na verdade, os outros sentidos fazem a maior parte do trabalho. Os ouvidos de uma morsa - dois pequenos orifícios com abas protetoras - podem detectar ruídos a 1,6 km de distância. O nariz é sensível o suficiente para detectar a aproximação de predadores e para identificar os jovens. Além disso, uma morsa tem de 400 a 700 pêlos do bigode em 13 a 15 fileiras em volta do nariz. Os bigodes, também conhecidos como vibrissas, estão presos aos músculos e são dotados de sangue e nervos, o que os deixa altamente sensíveis.
bigode da morsa
Istock
As morsas usam seus bigodes sensíveis para detectar
as presas no fundo do oceano
Elas utilizam esses bigodes para localizar seu alimento. Com o nariz no fundo do mar, esguicham a água das narinas para atiçar o animal que querem capturar. As morsas geralmente saem em busca de alimento em grupos, em profundidades que variam de 10 a 50 m, e parecem preferir os mariscos como fonte de alimento. Porém, elas não são exigentes: comem muito mais os animais que ficam enterrados no solo, como minhocas, lesmas, caranguejos e holotúrias.

Quando uma morsa localiza um animal que vive em conchas, ela geralmente utiliza a boca como um aspirador de pó para sugar o animal. A sucção é tão forte que as morsas em cativeiro sugam orifícios em madeira compensada e descascam a pintura das paredes [fonte: Vlessides]. As morsas não mastigam seus alimentos, simplesmente os engolem. Uma morsa adulta pode consumir de 3 a 6 mil moluscos de uma única vez. Elas consomem aproximadamente de 4,2 a 6,2% do peso do seu corpo diariamente [fonte: Burns].

Muito quente para suportar

Uma pesquisa mostra que as morsas podem sofrer um impacto negativo com o aquecimento global. Com o aumento da temperatura média da Terra, uma quantidade cada vez maior de gelo derrete na região polar. Isso poderia ser devastador para as morsas, já que elas dependem das camadas de gelo para descansar entre seus mergulhos. As águas rasas, onde as morsas gostam de se alimentar, agora têm pouco ou nenhum gelo para as mães e os filhotes descansarem enquanto se alimentam. Como conseqüência, as mães precisam viajar para longe para encontrar um outro lugar. Isso significa que podem ficar separadas de seus filhotes. As áreas que têm camadas de gelo são mais profundas e as morsas não estão acostumadas a nadar tão fundo em busca de alimento. Somente o tempo dirá se as morsas poderão se adaptar a percursos mais longos e mergulhos mais profundos devido ao degelo [fonte: Butler (em inglês)].

Então, como as morsas se alimentam debaixo d'água ficando tanto tempo sem ar? E como elas agüentam as temperaturas geladas da água? Continue lendo para saber como as morsas se adaptaram para suportar o clima cruel.

Classificação das morsas

As morsas são o segundo maior animal pertencente à ordem da Pinnepedia, que também inclui os leões marinhos e as focas. Desses animais, somente o elefante marinho pode ficar maior do que a morsa. As morsas também são o único membro dessa ordem que possui longos dentes - dois caninos superiores bem longos que podem chegar a 91 cm e pesar 5,4 kg. Na verdade, o nome da família da morsa, Obodenidae, significa em grego "aquele que caminha com dentes", referindo-se à maneira como se locomovem sobre o gelo: cravando os dentes no gelo e, em seguida, puxando o corpo para a frente.
Você pode achar que esses dentes são usados como arma, mas, na verdade, são usados principalmente como ferramenta e como um modo de estabelecer domínio. Quando os machos ficam agressivos, a pele grossa em volta do pescoço e dos ombros os protege de golpes afiados. Além de usarem as presas para saírem da água, as morsas as utilizam quando estão embaixo d'água para fazer buracos no gelo. E podem até prender os dentes no gelo para descansar um pouco enquanto nadam. Os machos e as fêmeas têm os dentes longos, mas os dos machos são mais compridos e fortes e podem continuar crescendo por até 15 anos [fonte: Burns].
dentes da morsaJeff Foott/Getty Images
Os dentes de uma morsa podem chegar a 91 cm de comprimento e pesar até 5,4 kg
Essas criaturas geralmente são marrom escuro e têm corpos grandes e arredondados. Parecem relativamente desajeitadas em terra, mas se movem com facilidade pela água, onde passam 2/3 de suas vidas. As morsas têm quatro nadadeiras com a parte de baixo mais áspera para ajudar a dar tração na neve e no gelo escorregadios. Para se mover em terra, elas giram os dois membros dianteiros em um ângulo de 90º em relação ao corpo e batem os dois membros traseiros bem abaixo da pelve. Na água, podem atingir velocidades de até 35 km/h. Os membros dianteiros da morsa são utilizados para conduzi-la e os outros alternam golpes para empurrá-la pela água, a uma média de 7 km/h [fonte: Burns].
As duas subespécies de morsas - a Atlântica e a Pacífica - são geográfica e reprodutivamente isoladas, o que significa que não se cruzam nem interagem de modo algum. As duas subespécies são semelhantes, com exceção do tamanho.
  • As morsas macho do Pacífico geralmente crescem de 2,7 m a 3,6 m e pesam entre 800 kg e 1700 kg. As fêmeas crescem de 2,3 m a 3,1 m e pesam entre 882 kg e 2756 kg.
  • Os machos da subespécie Atlântica são um pouco menores, com 2,9 m e 908 kg. As fêmeas são mais curtas, porém mais gordas (2,4 m e 794 kg) [fonte: Burns].


Uma terceira espécie?

Alguns cientistas sugerem uma terceira subespécie de morsa, com base em espécime do Mar de Laptev, próximo à Sibéria. A morsa de Laptev tem um crânio semelhante ao da morsa do Pacífico e o tamanho do corpo está entre o do Atlântico e do Pacífico. Mas os cientistas discutem se essa morsa merece a distinção de uma subespécie, por isso, ela ainda não foi oficialmente reconhecida.


As morsas estão por toda a região ártica. A morsa do Pacífico é encontrada nos mares de Bering, Chuckchi e Laptev do Oceano Pacífico. A morsa do Atlântico fica no Oceano Atlântico, principalmente no nordeste da costa do Canadá e na Groenlândia. Existem aproximadamente 250 mil morsas, atualmente e 200 mil estão no Pacífico [fonte: Burns]. Como era de se esperar, por predominarem, sabe-se mais sobre as morsas do Pacífico. Isso acontece, em parte, por questões financeiras, mas também pelo número de desvios de rota.
mapa da distribuição e migração das morsas
O mapa mostra a distribuição das subespécies do Pacífico, do Atlântico e de Laptev. Veja também a rota migratória das morsas do Pacífico.
Na próxima página, você aprenderá sobre o bigode das morsas e sobre os hábitos alimentares desse animal.

Todos os verões, 4500 toneladas de morsa chegam às praias da Ilha Round, ao sudoeste da costa do Alasca, no Mar de Bering. Os cientistas não sabem muito bem o porquê, mas por alguns meses no verão, cerca de 12 mil morsas macho do Pacífico se juntam ao longo dos 3,2 km da costa da ilha. Desde a base dos rochedos até a rebentação das ondas, tudo o que se vê é morsa.

Todos os verões, 4500 toneladas de morsa chegam às praias da Ilha Round, ao sudoeste da costa do Alasca, no Mar de Bering. Os cientistas não sabem muito bem o porquê, mas por alguns meses no verão, cerca de 12 mil morsas macho do Pacífico se juntam ao longo dos 3,2 km da costa da ilha. Desde a base dos rochedos até a rebentação das ondas, tudo o que se vê é morsa.

Conhecidas como criaturas gregárias, as morsas podem simplesmente curtir a companhia das outras - embora de vez em quando elas batam em um vizinho com seus dentes compridos para mostrar o seu domínio. Ou talvez elas estejam simplesmente tentando se manter aquecidas, afinal, as temperaturas podem chegar a -32ºC. Ou, quem sabe, estejam apenas "conversando" sobre as fêmeas que estão distantes com as crias, na rota de volta da migração anual ao norte.
aglomeração de morsas
Joel Sartore/National Geographic/Getty Images
As morsas macho cochilam em uma praia do Alasca
Seja qual for a razão dessa saída dos machos, ela apresenta um cenário ideal para os cientistas estudarem esse mamífero, cujo nome em dinamarquês significa "cavalo marinho" ou "vaca marinha".

Quando a pesquisa começou, os biólogos aprenderam muito sobre essa criatura do ártico. Por exemplo, somente na última década, os cientistas descobriram que a morsa não usa os dentes para cavar e procurar comida no fundo do oceano, como se pensava anteriormente. Na verdade, ela sopra uma corrente de água no fundo do mar para agitar a sua vítima.
Nas páginas a seguir, você aprenderá mais sobre esse animal de dentes longos - desde a forma como retira os moluscos das conchas (imagine um aspirador de pó) até a profundidade que pode mergulhar (quase o comprimento de um campo de futebol) [fonte: Lanken].


Um bom amigo

Não se assuste com a aparência das morsas, pois elas são seres muito sensíveis. Já foram vistos machos jovens cuidando de morsas machucadas e tirando as mortas (ou as que estão para morrer) do gelo para que os caçadores não pudessem pegá-las. As fêmeas também escondem os filhotes mortos dos caçadores. Apesar da presença do homem nas redondezas, uma mãe determinada triturou um pedaço enorme de gelo com os dentes até que ele quebrasse para libertar seu filhote de uma fenda [fonte: Burns].

Europeus fornecem a mais exata imagem da gravidade na Terra

Dados enviados por satélite à ESA (Agência Espacial Europeia), durante dois anos, possibilitaram o estudo preciso da gravidade do planeta Terra de uma forma inédita.
Os cientistas agora detêm um dos mais exatos modelos geoide (forma verdadeira do nosso planeta, que não é totalmente arredondado) do lugar onde vivemos.

ESA/HPF/DLR
Cientistas agora detêm um dos mais exatos modelos do planeta Terra, que não é totalmente arrendondado
Cientistas agora detêm um dos mais exatos modelos do planeta Terra, que não é totalmente arrendondado

A imagem foi divulgada nesta quarta-feira durante uma conferência em Munique (Alemanha)
O geoide é uma superfície projetada apenas se considerando sua gravidade, sem a ação de marés e correntes oceânicas.
O modelo serve como referência para medir a movimentação dos oceanos, a mudança do nível do mar e a dinâmica do gelo, o que pode abrir precedente para entender com maior profundidade as mudanças climáticas.
Além desses dados oceanográficos, também servirá para estudo da estrutura interna do planeta como, por exemplo, os processos que levam à formação de terremotos de grande magnitutude como o que atingiu o Japão em 11 de março.
Do espaço, é praticamente impossível para os satélites observarem a dinâmica dos tremores visto que o movimento das placas tectônicas ocorrem abaixo do nível dos oceanos.
Contudo, explica a ESA em seu site, os tremores costumam deixar um "rastro" na gravidade do planeta, o que pode ajudar no estudo do mecanismo de um terremoto e na sua detecção prévia.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Escritório Verde será a primeira edificação carbono zero da UTFPR

De acordo com o Plano Nacional de Mudanças Climáticas, o Brasil deve reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) entre 36,1% e 38,9% nos próximo anos. Não se trata somente de frear o desmantamento na Amazônia, principal foco das emissões, mas sim de também começar a trabalhar em cima de uma estratégia para uma economia de baixo carbono.
Muitas são as estratégias que podem ser implementadas, como por exemplo, na construção civil, onde uma grande quantidade de carbono está embutida nos materiais convencionais usados mais frequentemente. Um estudo conduzido no Programa de Mestrado em Tecnologia da Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR) demonstrou que uma casa modelo de alvenaria de 41 m2 da COHAPAR – Companhia Paranaense de Habitação, pode emitir até 10 toneladas de carbono equivalente relativos a energia gasta para produzir o cimento, aço, tijolo, telha, cal e areia.
Além do fato de uma construção mal planejada do ponto de vista de eficiência energética também pode contribuir significativamente para aumento das emissões. Aumento de uso de energia está diretamente ligada ao aquecimento global. O Brasil sempre se escorou na geração de energia elétrica proveniente das suas grandes barragens alegando ser uma energia limpa, no entanto, são muitos dos impactos socioambientais desta energia são largamente documentados, sendo um deles a emissão de gás metano (CH4) proveniente da deterioração de áreas de vegetação inundadas e que também colabora para aquecimento global, pois é 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono (CO2). Some-se a isto, as termelétricas brasileiras que estão interligadas ao sistema de geração e são constantemente acionadas nas horas de pique de demanda.
Uma construção carbono zero como a que está sendo construída na UTFPR ataca nas duas frentes: Primeiro, é a substituição da alvenaria por painéis e estrutura de madeira de madeira (a construção a seco ou Wood-frame fixa carbono) e projeto arquitetônico eficiente do ponto de vista do uso da energia. Uma pesquisa de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC) estará avaliando a quantidade de carbono que será fixada no Escritório Verde. O projeto também prioriza o uso de materiais reciclados para isolamento térmico-acústico, esquadria de madeira de reflorestamento com vidros duplos, aproveitamento da luz natural e uso de lâmpadas LED mais eficientes em economia de energia e durabilidade.
Segundo, será a instalação de cerca de 3.000 Watts de painéis fotovoltaicos para converter raios de sol em energia elétrica, tornando-se a primeira edificação do estado do Paraná a ter esta potência instalada. Para sua maior eficiência, está previsto que grande parte desta seja instalada diretamente na rede elétrica (modelo grid tie), eliminando o uso de baterias.
A energia solar já é realidade em vários países e uma alternativa inteligente para não dependermos totalmente de energias poluentes como as baseadas nos combustíveis fósseis e perigosas como a nuclear (vide caso do acidente no Japão, onde apenas o óbvio foi constatado). O custo da energia solar é considerada ainda cara se compararmos Kw/hora produzido com a energias convencionais, pois não há incentivo no Brasil para seu uso, como na Alemanha e Espanha, por exemplo. Com o custo dos painéis fotovoltaicos caindo e a ajuda do governo (cedo ou tarde!), o Brasil poderia ter em menos de cinco anos uma energia solar competitiva e sem agredir o meio ambiente.

Prof. Dr. Eloy F. Casagrande Jr.
Coordenador do Escritório Verde da UTFPR
Campus Curitiba

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Prof. Eloy F. Casagrande Jr., PhD
Inovação Tecnológica & Sustentabilidade
Departamento Acadêmico de Construção Civil - DACOC
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil - PPGEC
Programa de Pós-Graduação em Tecnologia - PPGTE
Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR

Empresas usam resíduos agrícolas para produzir PET

A Pepsico anunciou recentemente ter conseguido produzir uma garrafa apenas com resíduos agrícolas, como cascas de pinheiro, laranja e batata. Em 2012, a empresa colocará a embalagem experimentalmente no mercado, num projeto-piloto. Depois, a ideia é expandir o seu uso. Desde o ano passado, a Coca-Cola produz a "plant bottle" (garrafa vegetal, em tradução livre) - embalagem feita com até 30% de cana-de-açúcar.
 
George Frey/Reuters-9/3/2011
George Frey/Reuters-9/3/2011
 
Tendência. Fábrica da Coca nos EUA; no Brasil, a companhia diz produzir uma embalagem feita com até 30% de cana-de-açúcar; a concorrente Pepsico deve lançar embalagem análoga

Nos dois casos, a boa notícia é a substituição de uma fonte não renovável - o petróleo - por outra renovável na produção do PET (sigla para politereftalato de etileno).
A demanda por PET só cresce no País. De 1994 até 2010, o aumento chegou a 525% - no último ano foram produzidas 500 mil toneladas.
Mas as iniciativas ainda são controversas. Até mesmo o presidente da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), Auri Marçon, tem dúvidas.
Ele louva a iniciativa das empresas em pesquisar matérias-primas mais sustentáveis, mas faz ressalvas. Diz não conhecer "o pulo do gato" que permitiu à Pepsico fazer uma garrafa apenas com resíduos agrícolas. "Tentei inúmeros caminhos e não consegui descobrir a rota. Os cientistas do setor de PET desconhecem a rota química ou a patente que tenha sido adotada e dizem que isso é um desafio extraordinariamente difícil", afirmou Marçon.
Para ele, é preciso ter cuidado ao falar de um produto "que ainda não está na mão". "Respeito, porque é empresa de renome, mas gostaria de entender melhor como fizeram." O Estado solicitou entrevista à Pepsico, mas ela não foi concedida.
Dificuldades técnicas. O plástico PET é produzido a partir da reação química de dois componentes: MEG (monoetileno glicol), responsável por cerca de 30% de seu peso, e o PTA (ácido politereftálico), responsável pelos 70% restantes.
Segundo a Coca-Cola, "atualmente, podemos produzir em escala industrial o MEG a partir de origem vegetal". A empresa diz, porém, que trabalha "para desenvolver o outro componente, o PTA, também a partir de fonte vegetal renovável". Mas não há previsão de quando o objetivo será alcançado.
Marçon mostra uma incongruência no caso da Coca-Cola. Ele explica que o resíduo da cana é mandado do Brasil para a Índia, onde está parte da matéria-prima, para produzir o MEG. A resina PET é fabricada no país asiático e depois volta para o Brasil para embalar o refrigerante.
"Se for levar em consideração essa equação logística, provavelmente não há um equilíbrio ambiental, não é viável em termos de meio ambiente. Porque vai transportar o líquido lá para a Ásia, olha a emissão que se tem de combustível de navio", avalia o presidente da Abipet. Mas ele também afirma que, no futuro, esse conceito pode trazer bons resultados.
Distribuição. A plant bottle da Coca ainda hoje é comercializada no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Belo Horizonte, em Curitiba, no Recife e em Porto Alegre.
O processo é usado para produzir embalagens de 500 ml e 600 ml - mas ainda não atingiu o total fabricado dessas garrafas. A empresa não informou, porém, quanto do total produzido hoje é de plant bottle. Segundo a assessoria de imprensa da Coca, a meta da empresa "é que, até 2014, todos os seus produtos comercializados em embalagens PET sejam em plant bottle".
Crítica AURI MARÇON/PRESIDENTE DA ABIPET"Eu vejo com bons olhos que empresas bem conceituadas no mercado estejam dedicando energia e pesquisando esse novo caminho. Mas é preciso ter cuidado para fazer propaganda de uma coisa que ainda não está na mão."

CRONOLOGIA
1941Invenção
A primeira amostra da resina foi desenvolvida pelos ingleses Whinfield e Dickson.
O poliéster se apresentou como um substituto para o algodão e passou a ser usado na indústria têxtil.
1962 Pneus
O material foi útil no período pós-guerra, quando os campos agrícolas estavam destruídos. Na década de 1960, o poliéster passou a ser usado na indústria de pneus, comprovando sua resistência mecânica.
1970Embalagens
No início da década de 1970, surgiram as primeiras embalagens de PET nos Estados Unidos. Logo depois, elas apareceram também no continente europeu.
1988Brasil
O PET chegou ao Brasil somente em 1988. Aqui, o material seguiu uma trajetória semelhante à do resto do mundo, sendo utilizado primeiramente na indústria têxtil.
1993Refrigerantes
Apenas a partir de 1993 o PET passou a ter forte expressão no mercado de embalagens, principalmente para os refrigerantes. Hoje, embala também água mineral, óleo de cozinha, sucos e outros.

terça-feira, 29 de março de 2011

Mudando o foco ( Morre ex-vice-presidente José Alencar.)

O corpo do ex-vice-presidente José Alencar será velado em Brasília e Minas Gerais. O político morreu às 14h41 desta terça-feira, aos 79 anos, no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, vítima de câncer.
Alencar foi internado ontem com quadro de suboclusão intestinal. Segundo nota do hospital, teve teve falência múltipla de órgãos. Ele enfrentava a doença havia mais de 15 anos, passou por 17 cirurgias e várias internações.

Sérgio Lima/Folhapress
José Alencar morre aos 79 anos em São Paulo
José Alencar morreu aos 79 anos em São Paulo


O Planalto aguarda a chegada do corpo em Brasília nesta quarta-feira, por volta das 9h15. O corpo sai de São Paulo às 7h em um voo da FAB (Força Aérea Brasileira).
Na Base Aérea de Brasília será realizada uma cerimônia com honras fúnebres com a presença do presidente em exercício, Michel Temer, e os presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e do STF (Supremo Tribunal Federal), Cezar Peluso.
O cortejo passará pela cidade em carro de bombeiros até o Planalto. Por volta das 10h30 está programado o início do velório reservado para autoridades. Mais tarde, o velório será aberto ao público.

Roberto Stuckert Filho/Presidência/Divulgação
Em Portugal, Dilma e Lula choraram e lamentaram a morte de José Alencar
Em Portugal, Dilma e Lula choraram e lamentaram a morte de José Alencar

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem chegar por volta das 17h de amanhã de Portugal --eles encurtaram a visita de dois dias ao país. "Nós estamos num momento de muito sentimento. Foi uma grande honra ter convivido com o José Alencar. Ele é uma daquelas pessoas que vai deixar uma marca indelével na vida de cada um de nós", afirmou Dilma em Coimbra.
Lula, por sua vez, lembrou da relação de irmão que tinha com o ex-vice e dedicou a ele o prêmio que recebeu. "É um momento de muita dor e muito sofrimento. Era uma relação de companheiros. Eu falava com ele praticamente toda semana. Visitava ele. O otimismo dele era uma coisa que causava uma inveja na gente."
Em Belo Horizonte, o velório será na quinta-feira, das 8h30 às 13h, no Palácio da Liberdade. O governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), decretou sete dias de luto oficial no Estado pela morte de Alencar. O horário e local do enterro ainda não foram confirmados.

COTEMINAS

O ex-vice entrou na política graças a sua atuação empresarial bem sucedida. O sucesso frente à Coteminas, uma das maiores indústrias de tecido do Brasil, o levou para instituições que o colocaram em contato direto com a sociedade civil.

Luiz Ribeiro - 23.nov.1989/Folhapress
José Alencar, então presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais)
José Alencar, então presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais); veja fotos

Alencar passou pelas associações comerciais de Caratinga e de Ubá, pela Associação Comercial de Minas e pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte. Essa trajetória culminou com sua eleição para presidente da FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), que o projetou nacionalmente.
Os recursos do Sesi e do Senai --ligados à FIEMG-- o colocou em contato com setores ligado à educação, cultura, saúde, esporte e lazer.
POLÍTICA
A visibilidade em Minas impeliu Alencar a entrar para a política, e em 1993 ele se filiou ao PMDB. No ano seguinte, ele se lançou candidato ao Governo de Minas, quando ficou em terceiro lugar. Em 1998, ele tentou uma vaga no Senado Federal por seu Estado: acabou eleito com quase 3 milhões de votos.
No Senado, foi presidente da Comissão Permanente de Serviço de Infraestrutura, membro da Comissão Permanente de Assuntos Econômicos e membro da Comissão Permanente de Assuntos Sociais.
PLANALTO
O passo mais importante na política, no entanto, aconteceu na eleição presidencial de 2002, quando, já pelo PL, ele foi o vice na chapa vencedora encabeçada pelo petista Luiz Inácio Lula da Silva.

Sérgio Lima/Folhapress
José Alencar, então vice-presidente da República, durante entrevista sobre sua saúde no Palácio do Jaburu
José Alencar, então vice-presidente da República, durante entrevista sobre sua saúde no Palácio do Jaburu

No início, Alencar foi um vice polêmico. Ele se notabilizou como um dos principais críticos da política econômica do governo. Suas farpas miravam principalmente a política de juros altos do governo, que tentava, com isso, conter a inflação.
As críticas renderam reclamações da equipe econômica e conversas reservadas com o
presidente.
Mas foi a pedido de Lula que a partir de 2004 ele passou a acumular os cargos de vice-presidente e de ministro da Defesa. Ele comandou o ministério até março de 2006.
Foi também naquele ano que a dupla Lula-Alencar disputou e venceu a reeleição presidencial, o que permitiu sua permanência no poder até o final do mandato.
Alencar, casado com Mariza Campos Gomes da Silva, deixa três filhos (Maria da Graça, Patrícia e Josué) e cinco netos: Ricardo, Geovana, Barbará, Josué e Davi.

PATERNIDADE

Em julho do ano passado, o ex-vice foi declarado oficialmente pai de Rosemary, depois do julgamento de uma ação de reconhecimento de paternidade ajuizada por ela em 2001. Na ocasião, o juiz José Antonio de Oliveira Cordeiro, da comarca de Caratinga, determinou que ela passasse a usar o mesmo sobrenome dele.
A professora alega ser fruto de um romance entre Alencar e a enfermeira Francisca Nicolina de Morais, em 1954, quando ambos moravam em Caratinga.

Líderes de 7 partidos decidem apoiar relatório de dep. Aldo Rebelo (PCdoB-SP) sobre o do Código Florestal

O presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, deputado Moreira Mendes (PPS-RO), afirmou nesta segunda-feira que as bancadas de sete partidos (PMDB, PTB, PR, PP, PSC, PSB e DEM) fecharam acordo em torno do substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) ao Projeto de Lei 1876/99, que altera o Código Florestal Brasileiro.
De acordo com Mendes, o fato de Rebelo ainda estar analisando a possibilidade de alterar o texto não inviabiliza o apoio. “Isso apenas reflete uma demonstração clara de que não estamos de portas fechadas para o diálogo. Tudo o que vier para melhorar será bem vindo”, disse o deputado, ao reconhecer que “parte da proposta será discutida somente em Plenário”.
Posições contrárias
Mantendo posição contrária ao relatório, o líder do PT, deputado Paulo Teixeira (SP), disse que o partido deverá se reunir ainda nesta semana para encaminhar ideias ao relator.
Já o líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), confirmou a reunião de bancada nesta terça-feira (29) para fechar questão sobre o assunto.
Mudanças
Disposto a atender reivindicações feitas pela Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), por governadores de estado e por organizações não governamentais estrangeiras e nacionais, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) reafirmou hoje a possibilidade de mudar o relatório aprovado em comissão especial no ano passado. Rebelo disse que a ideia é apresentar um texto o mais próximo possível do consenso, para que o Plenário vote pontualmente apenas o que for divergente.
Ele considera possível, por exemplo, acatar o pedido da Contag que trata especificamente dos agricultores familiares. “Eu manifestei simpatia, o que não significa que vai estar no relatório a reivindicação da Contag para reduzir em 50% a proporção de todas as áreas de proteção permanente (APPs) em margens de cursos d’água de até cinco metros de largura (matas ciliares) para os agricultores familiares”, afirmou. Segundo o deputado, a medida protegeria a agricultura familiar e evitaria o êxodo rural desse tipo de produtor.
Com a alteração, o código permitiria aos agricultores familiares explorar as propriedades até o limite de 7,5 metros das margens dos rios. O atual texto do relatório já prevê a redução de todas as APPs em margens de rios de 30 metros para 15 metros.
Rebelo sinalizou que pretende acolher outra reivindicação da Contag, que sugere a simplificação do processo de averbação e de licenciamento de propriedades da agricultura familiar.
Desmatamento
O deputado comentou a intenção de acolher o pedido dos governadores da Bahia, de Pernambuco, do Piauí e do Maranhão para excluir do relatório a chamada moratória do desmatamento, que proíbe, por cinco anos, a criação de novas áreas para a agricultura e para a pecuária. “Eu pretendia proibir o desmatamento durante os próximos cinco anos, mas esses estados alegam que seriam prejudicados no seu processo de desenvolvimento e eu não quero prejudicar ninguém”, completou.
Aldo Rebelo também se mostrou receptivo às sugestões feitas por representantes de uma articulação denominada Diálogo Florestal, que reúne grandes organizações não governamentais tanto estrangeiras quanto nacionais. Segundo ele, após reunião com produtores de papel e celulose e com reflorestadoras, representantes da instituição defendem a manutenção dos atuais limites de preservação das florestas e a criação de condições para regularizar produtores em situação ilegal.
Segundo Rebelo, outras sugestões, encaminhadas pelos ministérios da Agricultura; das Cidades; do Desenvolvimento Agrário; e pelo deputado Sarney Filho (PV-MA), que preside a Frente Parlamentar Ambientalista, também estão sendo analisadas.

Extremos demográficos: alto crescimento e decrescimento populacional, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

Na média, a população mundial tem reduzido o ritmo de crescimento e tende à estabilização na segunda metade do século XXI. Mas os números médios geralmente escondem o que está acontecendo nas extremidades. Os extremos demográficos ficam claros quando consideramos os países com menor e maior fecundidade.
Os 10 países que apresentavam Taxas de Fecundidade Total (TFT) de cerca de 6 filhos por mulher, no quinquênio 2005-10 são: Afeganistão, Burkina Faso, Chade, República do Congo, Malawi, Niger, Somalia, Uganda, Tanzania e Zambia. Em 1950, estes 10 países tinham uma população total de 50 milhões de habitantes (equivalente à população do Brasil na época), passando para 258 milhões em 2010 e, mesmo considerando que a fecundidade venha a cair rápido nas próximas décadas, devem chegar a 640 milhões de habitantes, em 2050. Como a população destes países é muito jovem, o ritmo de crescimento, mesmo diminuindo, deve continuar na segunda metade do século XXI e não é imposível que estes 10 países ultrapassem 1 bilhão de habitantes antes de 2100.
Os 10 países que apresentavam Taxas de Fecundidade Total (TFT) abaixo de 1,5 filho por mulher, no quinquênio 2005-10 são: Alemanha, Japão, Rússia, Grécia, Itália, Portugal, Espanha, Hungria, Coréia do Sul, Romenia. De 1950 a 2010 a população destes países aumentou de 389 milhões para 556 milhões, mas, mesmo na hipótese de aumento da fecundidade, a população vai diminuir até 2050, devendo cair para 488 milhões de habitantes.
O fosso demográfico entre estes 20 países é bastante acentuado. Os países de baixa fecundidade, além de serem de renda média e alta, possuem uma estrutura mais envelhecida e são receptores de migrantes. Já os países de alta fecundidade são pobres, possuem uma estrutura etária jovem e são expulsores de migrantes.
Enquanto os primeiros devem ter um declínio de no mínimo 70 milhões, nos próximos 40 anos, os segundos devem ter um crescimento de quase 400 milhões de habitantes, até 2050. O desafio é duplo, enquanto uns decrescem os outros devem crescer muito rapidamente. Mas a redução populacional pode ser resolvida via a imigração. Contudo, os 400 milhões de habitantes pobres que vão ser acrescentados nestes 10 países terão dificuldades para conseguir níveis adequados de vida.
A alta fecundidade nestes países acontece, em grande parte devido à falta de acesso aos serviços de saúde reprodutiva. Estados e governos falidos (e/ou corruptos) não possuem condições de garantir os direitos de cidadania da população. Portanto, o desafio de resolver os direitos humanos destas populações vai ser muito difícil e mais difícil ainda romper com a “armadilha da pobreza”.
Por conta disto, o resto do mundo e a ONU não devem abandonar estes países de alto crescimento demográfico à própria sorte. É preciso garantir a aplicação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), especialmente garantir a universalização dos serviços de saúde reprodutiva. Não se trata de impor um controle populacional ou violar as liberdades individuais. Diversas pesquisas mostram que existe um alto percentual de gravidez indesejada e de necessidades não-satisfeitas de contracepção nestes países. O que o mundo precisa fazer é dar apoio para que as mulheres e casais – independente do nível de renda – possam ter o número de filhos que desejam, assim como reduzir a fecundidade indesejada. Estes países precisam da efetivação dos direitos reprodutivos, com acesso à informação e aos meios de regulação da fecundidade.
Os estudos econômicos mostram que a redução da fecundidade traz modificações na estrutura etária e cria uma janela de oportunidade ou bônus demográfico, em termos micro e macro econômicos, que – se bem aproveitado – pode ajudar na decolagem do desenvolvimento e na redução da pobreza. A opção preferencial pelos pobres, nestes 10 países de alta fecundidade, significa valorizar a qualidade da vida dos filhos e das pessoas já existentes e não a reprodução de uma elevada quantidade de habitantes para satisfazer o poder de chefes patriarcais.

Água: cinco tipos de reúso

O engenheiro químico Marcelio Fonseca, superintendente da empresa Haztec, ajudou a desenvolver tecnologia para transformar cinco tipos de efluentes - resíduos das indústrias têxtil, automobilística e química, mananciais contaminados e chorume - em água de reúso. Atua no mercado de águas há 25 anos.
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Marcelio Fonseca
Desde quando você trabalha com reúso de água? Como começou?

Comecei a investir no reúso em torno de 2000, com projetos na área têxtil. Na época, eu e alguns colegas desenvolvemos um processo de tratamento dos efluentes de malharia, que resultava no fornecimento de água de reúso para a produção do jeans. Desde então, começamos a reaproveitar efluentes de outros setores, tanto de forma direta - quando o próprio resíduo é tratado - como de forma indireta - quando há despejo do efluente em algum manancial para captação à jusante, e posterior reaproveitamento. Também fazemos reúso de chorume no aterro de Nova Iguaçu, onde a água produzida vai para atividades “menos nobres”, como a limpeza de vias, peças e caminhões.
Quais as outras principais aplicações da água de reúso?

Água de resfriamento, água de processos industriais, geração de água de caldeira, rega de jardins, lavagem de pátios, etc. As possibilidades do reúso são infinitas. É evidente que há perdas; o reaproveitamento industrial, por exemplo, nunca conseguirá abastecer toda a fábrica, mas já temos 70% de aproveitamento, e isso é bem significativo.
Qual é a diferença entre o reúso direto e o indireto?

Esse caso da indústria têxtil é um exemplo de reúso direto: você obtém água proveniente do tratamento do próprio efluente que despejaria no meio ambiente. Já no reúso indireto, nós captamos a água de um manancial contaminado, a jusante dos pontos de lançamento dos efluentes. Um exemplo é o trabalho que realizamos com a Bayer, que despeja os resíduos da produção industrial no rio Sarapuí para a nossa posterior captação, 80 metros depois. Nesse ciclo, são captados 60 mil metros cúbicos de água para reúso, que voltam a ser utilizados nos processos industriais da própria Bayer.
O reúso indireto não seria um fator de “acomodação” das empresas a continuar despejando efluentes nos mananciais?

O volume de captação é sempre maior que o despejo industrial, porque existem as perdas por evaporação, por exemplo  - não há casos onde há mais despejo do que captação de água. Claro, é impossível garantir que tudo o que você despejou seja e reutilizado, mas é importante entender que os requisitos de lançamento de efluentes impostos pela lei são rigorosos. O que acontece na maioria das vezes é que a água está mais contaminada pelo esgoto doméstico do que propriamente pela atividade industrial.
A água contaminada pode ser tratada até ficar própria para consumo humano?

Pode. As aplicações são ilimitadas, mas o percentual de reaproveitamento está ligado ao requinte de aproveitamento - existem os processos mais difícies e os mais fáceis. Quanto maior o requinte da água, maior a perda e mais caro pode ficar o processo. Mas a tecnologia atual não encontra barreiras para o uso da água. A barreira é psicológica: não se utiliza água de reúso na indústria alimentícia, por exemplo, porque a percepção de que aquela água já foi contaminada pode prejudicar a imagem do produto. Mas essa é uma perspectiva para lugares que sofrem com o risco de escassez, cada caso é um caso. O custo de obtenção da água de reúso é quase sempre inferior ao custo pelo uso da água dos mananciais e do lançamento de efluentes. As tecnologias tendem a cair de preço, os processos vão melhorando em eficiência. O astronauta bebe água que provém da propria urina.

Como o reúso pode virar uma política pública?

Incentivos fiscais às indústrias, para que façam reúso dos próprios efluentes - de preferência do esgoto sanitário, de atividade humana, que é uma excelente matéria prima: ele é fácil de tratar. No futuro, acredito que, se gerados esses incentivos, quem fará a reposição da água da indústria é o esgoto sanitário das estações de tratamento, e a água dos mananciais iria para o consumo humano. E, claro, a gente tem que trabalhar na conservação; exigir do poder público que não aceite despejo nos mananciais.

Angra reforça plano de segurança

Para reforçar os padrões de segurança das usinas de Angra 1 e 2, no litoral sul fluminense, a Eletronuclear vai ampliar o mapeamento das vias de acesso às centrais nucleares e planeja criar um plano de fuga pelo mar, com a construção de dois píeres para facilitar a retirada de moradores e funcionários em caso de desastre.
O projeto de criação dos ancoradouros está em fase inicial, mas a empresa responsável pelas usinas pretende contratar nos próximos dias uma consultoria externa para reavaliar a situação das encostas que margeiam as estradas da região. Em até quatro meses, um relatório poderá indicar a necessidade de novas obras de contenção e determinar os pontos onde há riscos de deslizamentos – que poderiam bloquear as rotas de fuga em caso de emergência.
A Eletronuclear afirma que realiza um monitoramento constante nas encostas, principalmente às margens da rodovia Rio-Santos (BR-101).
A decisão de solicitar um estudo externo para complementar o mapeamento da área havia sido tomada há meses, mas foi reforçada pelo desastre nuclear em Fukushima, no Japão, em decorrência do terremoto e do maremoto que atingiram o país. Em caso de desastre em Angra, as estradas usadas como rotas de fuga devem estar livres, para facilitar o isolamento da região.
“O novo mapeamento será feito apenas para termos uma confirmação externa das informações que já foram colhidas”, ressaltou Diógenes Salgado Alves, gerente de engenharia civil da Eletronuclear. “Em um momento como esse, não podemos deixar de ampliar a transparência e garantir a segurança total.” Deslizamentos de terra são comuns na Rio-Santos em períodos chuvosos, uma vez que as encostas da região são instáveis e formadas por rochas de até 100 toneladas envoltas por terra.
Pelo mar. Para ampliar a capacidade de retirada dos quase 20 mil moradores e funcionários das regiões consideradas vulneráveis a um desastre, a Eletronuclear quer construir dois píeres que poderão ser usados para a evacuação da área caso as estradas estejam bloqueadas.
A empresa fará estudos para definir a dimensão e a localização exata dos ancoradouros. Um píer deve ser erguido na Praia Brava (a 3 km da central nuclear) e outro na Baía da Ribeira (a cerca de 10 km das usinas). Não há informações sobre a dimensão da obra, mas os locais de construção dos ancoradouros devem ser dragados para permitir a atracação de barcos de grande capacidade de passageiros.
Os acidentes na usina japonesa de Fukushima aceleraram a adoção de outras medidas suplementares de segurança no Brasil, segundo o assistente do diretor da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães. “O ritmo pode ser mais rápido, pois há uma cobrança da sociedade.” Guimarães ressaltou que o desastre no Japão não deve gerar mudanças no programa energético brasileiro, que prevê a construção de novas centrais nucleares.
A empresa estuda instalar uma pequena central hidrelétrica nas bacias dos Rios Bracuhy e Mambucaba, na região de Angra, para fornecer energia para os equipamentos de segurança da usina nuclear em caso de desastre.

Municípios firmam parceria para reduzir desmatamento no Pará

Quatro municípios paraenses do entorno da Rodovia Transamazônica firmam nesta terça-feira protocolo de intenções para criar um consórcio e tentar estimular uma economia de base sustentável na região, um dos focos de desmatamento no estado. A iniciativa vai reunir as prefeituras de Anapu, Senador Porfírio, Brasil Novo e Altamira, as duas últimas incluídas na lista de municípios que mais desmataram a Amazônia.

Os governos municipais querem criar um novo modelo de desenvolvimento para a economia da região, que já passou pela exploração predatória de madeira e hoje é baseada na agricultura de baixa produtividade. Para substituir o atual modelo, os municípios buscarão recursos para investimentos em atividades como o manejo florestal, a redução do uso de fogo para abrir novas áreas e o reaproveitamento de pastagens degradadas.

O assistente do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Galdino Xavier, acredita que a formação de um consórcio pode fortalecer as gestões municipais, que sozinhas não têm infraestrutura nem recursos para viabilizar a mudança para uma trajetória mais sustentável. “O consórcio poderá ser um captador de recursos do governo e de organismos internacionais que trabalham com projetos para diminuir a pressão sobre as florestas”.

Além disso, segundo Xavier, a região é homogênea e os municípios têm desafios semelhantes para conter o desmatamento, o que aumenta a viabilidade de projetos em conjunto. “A intenção do consórcio é essa, fortalecer os projetos. Temos visto que algumas regiões do Brasil resolveram ou amenizaram problemas de caráter socioambiental por meio da formação de consórcios públicos”, compara.

Os quatro municípios do consórcio também estão na lista das cidades que assinaram acordo com o Ministério Público Federal no Pará para tentar zerar o desmamento ilegal no estado. Na última semana, 75 municípios se comprometeram a combater o desmatamento em troca de facilidades e da ampliação de prazo para a regularização ambiental dos produtores rurais.

O acordo do MPF também inclui cerca de 80 empresas – entre elas grandes frigoríficos –  que passarão a negociar exclusivamente com produtores rurais das cidades que assinaram o pacto ou que estiverem em algum estágio de regularização ambiental.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Coletiva Sobre Belo Monte


James Cameron e Cacique Raoni Txucarramãe em discussão
A hidrelétrica de Belo Monte foi tema em coletiva extraordinária, realizada no segundo dia do Fórum Mundial de Sustentabilidade. James Cameron,  cineasta de Titanic e Avatar, afirmou que o grande problema é que não há transparência ou inclusão no projeto. “O que está em questão aqui são os direitos humanos” afirmou.
Ao seu lado, o cacique Raoni Txucarramãe, da liderança Kayapó, fez um discurso na língua original do povo. Auxiliado por Terry Turner, antropólogo que lhe serviu de tradutor, fez uma contundente crítica à hidrelétrica. “O governo nunca falou conosco. Só quem tem dinheiro tem acesso aos ouvidos do governo” disse o cacique.
Afirmou ainda que, se a barragem for construída, as plantações com as quais alimentam sua crianças serão alagadas. "Nós sentimos sobretudo que o governo tem uma grande falta de compaixão. Estão querendo construir a despeito do sofrimento que sabem que estas coisas vão causar”, enfatizou o cacique em seu discurso.
O cacique também falou do batismo de James Cameron em sua tribo, onde é agora recebido como amigo. O nome kayapó dado ao cineasta foi Kapremp-Ti. Kapremp é o nome dado à força coletiva da natureza, e Ti funciona como um aumentativo. Kapremp-Ti seria, portanto, Grande Força da Natureza.
Já Sheyla Juruna, da liderança Jununa, discursou em português, mas suas críticas foram igualmente severas: "O governo Lula vem pregando uma mentira. Nosso povo nunca foi ouvido. Não tem diálogo e nós estamos cansados de gritar. Por que não nos escutam para que possam desenvolver alternativas mais válidas?” questionou.
As obras da hidrelétrica deverão prejudicar mais de 8 mil pessoas, entre povo indígenas e populações ribeirinhas.

Aye-Aye: um animal pra lá de esquisito


O Aye-aye comendo flor de bananeira
De nome científico Daubentonia madagascariensisum, do grupo dos lemuriformes (primatas que habitam apenas a Ilha de Madagascar, na costa Sudeste da África) o Aye-Aye é um curioso animal que vive em árvores da selva tropical Malgaches. Pensava-se que este animal tinha desaparecido por completo em meados de 1933, porém foi redescoberto em 1957.
Uma pesquisa recente mostra que hoje ele é considerado quase extinto, por isso muitos deles são mantidos em jardins zoológicos. Para dificultar a procriação e agravar a sua atual condição, o Aye-Aye só pode ter um filhote por cria.
Com um comprimento máximo de corpo de 44 cm e um rabo de 60 cm, essa criatura emerge pela noite para comer larvas de insetos, ovos, brotos e frutas. Utilizando o longo dedo mediano de cada mão e aproveitando a sua forma física, parecida com a de um macaco, consegue se movimentar verticalmente com facilidade.  O Aye-Aye golpeia um tronco de árvore e ouve, com as suas orelhas de morcego, movimentos dos insetos que furam a madeira. Quando localiza um, o animal o extrai com um dos dedos ou arranha a madeira com seus afiadíssimos dentes.
Os machos dessa espécie vivem em grandes áreas de até 80 hectares (320.000 m2), enquanto as fêmeas - que são dominantes sobre o sexo masculino – têm seu espaço reduzido em até 20 hectares (81.000 m 2 ). Eles não são monogâmicos e muitas vezes competem bravamente entre si para conquistar ou defender seus companheiros. Os machos são muito agressivos chegando até mesmo a puxar outros machos fora de uma fêmea durante o acasalamento. Machos e fêmeas interagem apenas ocasionalmente, geralmente para o forrageamento.
Os bebês Aye-Ayes são completamente hábeis dentro de um mês de nascimento. O pai, por vezes, divide a comida com eles, enquanto as suas mães arrumam meios de interação social, como jogar "esconde-esconde”. Após 13 semanas, as crianças estão prontas para interagir com outros jovens da mesma espécie, geralmente por brincadeira.
Imagem: Distribution data from IUCN Red List
Mapa mostrando a distribuição do Aye-aye
A sua quase extinção é provocada pela destruição do seu habitat natural e de uma radical superstição da população nativa de Madagascar. Uma lenda antiga malgache afirmou que o Aye-Aye é um símbolo da morte. Alguns acreditam que se o animal apontar o dedo do meio para alguém, eles estão condenados à morte. Outros dizem que a aparição de um Aye-Aye numa aldeia prediz a morte de um morador. Muitos acreditam que esses bichos são capazes de esgueirar-se em casas com telhados de palha para assassinar os ocupantes que estão dormindo, utilizando seu dedo médio para perfurar-los.
Mesmo protegidos por lei, o assassinato desses bichinhos aumentam a cada ano e os locais onde eles são vistos como bom presságio são minoria. Algumas pessoas tentam ser otimistas ao acreditar que a superstição desse povo pode impedir as pessoas de caçá-los, mas mesmo que isso ocorra não será o suficiente para livrar essa espécie da extinção.

Imagens de vídeo mostram elefanta sendo espancada em circo inglês

 

Animal de 57 anos é visto recebendo 48 golpes diferentes, entre socos e pontapés, na Grã-Bretanha.


Elefante maus tratos 1 (Foto: Animal Defenders International)
 
Anne recebe maus tratos em circo na Grã-Bretanha
com barra (Foto: Animal Defenders International)
 
A polícia de uma cidade britânica lançou uma investigação após um grupo de defesa de direitos de animais ter divulgado um vídeo que mostra uma elefanta de circo da Grã-Bretanha sendo espancada com uma barra de ferro, agredida com um ancinho e recebendo pontapés.
O vídeo, divulgado pela entidade britânica Animal Defenders International (ADI), mostra uma elefanta de 57 anos de idade, batizada como Anne, recebendo repetidas vezes chutes no rosto e no corpo, apanhando com uma corrente, com um porrete e um ancinho.
As imagens exibem o paquiderme recebendo um total de 48 golpes, como chutes contra sua cabeça e seu corpo, enquanto permanece acorrentada. Os ativistas afirmam que a crueldade é agravada pelo fato de que Anna sofre de artrite, o que que dificulta sua mobilidade.
Elefante maus tratos 2 (Foto: Animal Defenders International)
 
Elefante é o último a ser exibido em circo na Grã-
Bretanha (Foto: Animal Defenders International)
 
Anne é o último elefante de circo na Grã-Bretanha e pertence ao circo Bobby Roberts Super Circus. Ela foi comprada na década de 1950 pelos pais do atual proprietário.
Imagens
As imagens teriam sido registradas secretamente entre 21 de janeiro e 15 de fevereiro deste ano, em um celeiro na cidade de Northamptonshire.
Funcionários da ADI teriam instalado uma câmera oculta no local temendo pelo bem estar de Anne. Em um comunicado, o circo afirmou que os incidentes ''parecem ser isolados'' e teriam ocorrido quando o proprietário do circo, Bobby Roberts, estava ausente.
Elefante maus tratos 3 (Foto: Animal Defenders International)
 
Paquiderme recebeu, ao todo, 48 golpes dos
agressores (Foto: Animal Defenders International)
 
A mulher do dono do circo, Moira Roberts, afirmou que o culpado foi um treinador romeno empregado especialmente para cuidar de Anne que já não trabalha mais no Bobby Roberts Super Circus.
Ela afirmou que o casal reagiu com ''choque e horror'' quando viu as imagens e acrescentou: ''Nós gostaríamos de ter tido a oportunidade de processá-lo e de tê-lo entregado à polícia''.
A ADI está pedindo para receber a guarda do animal, que, segundo a entidade, poderia ser hospedado em um dos muitos santuários mantidos pela organização. Jan Creamer, que preside a ADI afirma que a organização está preocupada com o bem estar do animal há anos.

Acidente de barco mata dois turistas nas Cataratas do Iguaçu

A morte de dois turistas americanos em um acidente de barco nas Cataratas do Iguaçu, na última semana, alerta para a necessidade de checar itens de segurança que costumam ser negligenciados em passeios e esportes de aventura.

As vítimas estavam em um barco de uma empresa argentina --o acidente ocorreu no país vizinho.

Lalo de Almeida - 15.mar.07/Folhapress
Turistas caminham por passarelas sobre as cataratas no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Paraná
Turistas caminham por passarelas sobre as cataratas no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Paraná

No Brasil, só uma empresa tem permissão para levar turistas em passeios de barco pelas cataratas. A fiscalização é feita pela Capitania Fluvial do Rio Paraná.
Segundo o parque, os barcos brasileiros vão apenas até as quedas d'água menores e não circulam no local do acidente com os americanos.
Mesmo assim, é importante usar coletes salva-vidas e verificar se a lotação do bote está dentro do limite permitido pela legislação.
A mesma recomendação serve para outro esporte um pouco mais radical, feito nas águas com correnteza.
No rafting, o mais popular entre os praticados em Brotas, no interior de São Paulo, também são equipamentos obrigatórios o remo e o capacete de proteção.

NO AR
No paraquedismo, é raro que os clientes se informem sobre a segurança, diz o diretor técnico da Federação Paulista de Paraquedismo, José Roberto Schleiffera.
"As pessoas são muito interessadas no número de parcelas e na resolução das fotos, mas quase nunca na quantidade de saltos que o instrutor já fez", afirma.
O garçom Thiago Christofoletti, 23, fez seu primeiro salto na sexta-feira em Boituva, mas não buscou informações sobre segurança.
"Se procurasse saber demais, ia acabar desistindo", afirma Christofoletti.
Ele só checou o dispositivo de disparo automático (que abre o paraquedas automaticamente se algo acontece com o instrutor) após ser informado pela reportagem.

Editoria de Arte/Folhapress

No balonismo, segundo a confederação do esporte, é preciso observar o registro do piloto e do balão. "O balão sem prefixo não poderia estar voando", diz o vice-presidente da confederação, Leonel Brites.
Em outubro do ano passado, três pessoas morreram em Boituva. Um laudo técnico atribuiu o acidente a "anomalias meteorológicas".
Por terra --ou, neste caso, areia--, os passeios de buggy no Rio Grande do Norte, muito comum nas dunas da praia de Genipabu, perto de Natal, seguem regras estaduais.

EMOÇÃO
Todos os carros que têm autorização para circular são adesivados. E mesmo nos passeios "com emoção" --em que o turista escolhe manobras rápidas nas dunas-- a velocidade máxima não deve passar de 60 km/h, prevê a regulamentação.

Zoológicos podem garantir sobrevivência de espécies ameaçadas

 

Pesquisadores acreditam que reprodução em cativeiro promovida por essas instituições devem ter papel mais ativo na conservação



Alessandro Greco, especial para o iG | 28/03/2011 07:3

Filhote de gato de pata preta africano: fertilização in vitro para salvar espécie
Foto: Divulgação/Instituto Audubon
Filhote de gato de pata preta africano: fertilização in vitro para salvar espécie
O nascimento de dois filhotes de gatos de pata preta africano em Nova Orleans, em fevereiro, mereceu comemoração dupla: os gatinhos foi a primeira de sua espécie (que está ameaçada de extinção) a nascer de um embrião congelado e veio ao mundo pelas mãos da equipe do Instituto da Natureza Audubon, nos Estados Unidos. Os embriões ficaram quase seis anos congelados antes de serem implantados na mãe de aluguel, uma gata doméstica chamada Bijou. O pai dos bichanos, Ramsés, teve os espermatozóides coletados em 2003 e a mãe, Zora, os óvulos em 2005, época em que foi feita a fertilização in vitro e o congelamento dos embriões.
A importância da Institutos como o Audubon, que tem um zoológico e um aquário, e reproduz espécies em cativeiro deve ser cada vez maior como ferramenta para mantê-las vivas. “A reprodução em cativeiro é uma ferramenta de conservação da qual necessitamos, é uma solução de curto prazo, mas não deve ser negligenciada e deveria ser implementada antes que certas espécies cheguem ao ponto em que garantir sua existência seja impossível”, afirmou ao iG Dalia Conde, do Instituto Max Planck, uma das autoras de um artigo sobre o tema publicado há duas semanas no periódico científico Science. Atualmente, segundo o texto, uma em cada sete espécies ameaçadas de extinção podem ser encontradas em um zoológico ou aquário, o que facilita tomar as ações necessárias para a reproduzi-las.

Um exemplo da importância do trabalho dos zôos está na crise atual pela qual passam atualmente os anfíbios. Ela chegou a um ponto em que os especialistas da IUCN (sigla em inglês para União Internacional para Conservação da Natureza, entidade responsável por listar animais em extinção) pediram aos zoos de todo mundo para implementar programas de procriação em cativeiro.
Tomar esta atitude, no entanto, não significa diminuir os programas de conservação dos habitats naturais. “Organizações de conservação e outras instituições podem estar pensando que ao incluir a reprodução em cativeiro em seus programas a sociedade irá relaxar na conservação das áreas naturais, o que é uma preocupação relevante. E a reprodução em cativeiro também é vista como uma atitude desesperada”, explica Dalia. Mas nem sempre o pensamento foi este segundo ela. “No final da década de 1980, os conservacionistas viam a reprodução em cativeiro como uma solução chave, depois no meio da década de 1990 eles passaram a olhar mais para os ecossistemas e menos para as espécies. Por exemplo, a WWF (World Wildlife Fund) mudou seus programas de conservação de espécies para uma abordagem de preservação das ecotregiões. Os zoológicos também passaram a implementar programas para conservar espécies em seus habitats naturais. Atualmente eles são a terceira maior instituição em projetos de conservação, atrás apenas das ONGs WWF e da The Nature Conservancy".
A divulgação das imagens dos animais também é uma ferramenta que pode ajudar na conservação, segundo os criadores de um site dedicado a noticiar nascimentos de animais em zoológicos no mundo inteiro, o Zooborns. “Em geral, procuramos [para publicar] grandes histórias de conservação. O Zooborns é muito mais do que um local para colocarmos um sorriso no rosto dos nossos leitores. O que buscamos fazer é criar empatia por espécies ameaçadas pelos humanos. Queremos inspirar as pessoas a proteger esses animais incríveis”, disseram ao iG os criadores do site, Chris Eastland, um fotógrafo de Nova York, e Andrew Bleiman, um apaixonado por conservação animal, de Chicago.

O site é rigoroso também na hora de escolher as imagens para serem divulgadas, que já viraram livro. “Todas as imagens de animais que aparecem no site vêm de instituições credenciadas pela Association of Zoos and Aquariums (caso seja da América do Norte), European Association of Zoos and Aquariums (caso seja da Europa) ou pela World Association of Zoos and Aquariums (no resto do mundo).”, completaram Eastland e Bleiman.

Programa Amazônia sem Fogo será levado para Bolívia e Equador

 Shutterstock
O programa Amazônia sem Fogo, um projeto do Ministério do Meio Ambiente e da Direção Geral da Cooperação Italiana da Embaixada da Itália no Brasil, terá expansão neste ano. Com a experiência positiva no Brasil, onde há atividades nos estados do Acre, Pará e Mato Grosso, o projeto agora será expandido para a Bolívia e, depois, para o Equador.

Criado em 1999, o Amazônia sem Fogo tem como objetivo reduzir o número de incêndios florestais e melhorar a condição de vida dos produtores das comunidades rurais. De acordo com o coordenador-geral do programa, Roberto Bianchi, desde sua criação, foram percorridos mais de 613 quilômetros pelos participantes do projeto em rios e estradas amazônicas, o que permitiu a reprodução das técnicas de alternativas ao uso do fogo por dezenas de comunidades locais.

Segundo Bianchi, uma das ações do programa é a implantação das chamadas “unidades demonstrativas”, que servem como pontos de referência para a aplicação das técnicas do programa. “A instalação das unidades tem como ponto principal mostrar que é possível preservar e aumentar a renda da produtividade ao mesmo tempo”, explicou. Já são 50 unidades instaladas no país.

O coordenador ressaltou que as alternativas ao uso do fogo colaboram não só para a redução das queimadas, mas também do desmatamento na Amazônia. Em Guarantã do Norte, MT, a redução nas queimadas chegou a 93%. Já no município de Alta Floresta, a diminuição foi de 98%. Em 2008, a cidade recebeu do governo estadual um prêmio de R$ 300 mil por ser a com menos queimadas no estado.

Árvores artificiais podem converter dióxido de carbono em oxigênio

SHIFTboston
Com o intuito de melhorar o ar nas grandes cidades, pesquisadores da Universidade de Columbia, em Nova York, nos Estados Unidos, trabalharam com um estúdio de design em Paris para projetar árvores artificiais que possam exercer a função de uma planta, sem que tenham que ser fincadas no solo ou alimentadas por água.

Segundo informações do portal de notícias Aol News, trata-se de uma máquina construída para filtrar o ar e converter dióxido de carbono em oxigênio, com suportes para painéis solares. Patrocinado pela organização SHIFTboston, a equipe elaborou o projeto utilizando como material garrafas plásticas recicladas, e agora aguarda a aprovação da proposta para produzir o primeiro protótipo.

Com design futurista, as árvores artificiais podem ser acesas no período da noite e iluminar com várias cores diferentes. Elas também podem gerar energia por meio dos painéis solares e movimento de balanços conectados à base das máquinas, que poderão ser utilizados pelas pessoas.

Opiniões contrárias dizem que em vez de construir projetos mirabolantes como este, os cientistas deveriam estimular a plantação de mais árvores. Mas os pesquisadores argumentam que árvores artificiais seriam mais eficazes, já que não necessitariam de tempo para o crescimento e poderiam ser instaladas em qualquer localidade.

Pássaros são flagrados brigando por causa de ninho nos EUA

Dois pássaros foram flagrados brigando por causa de um ninho no estado da Flórida (EUA). A cena foi registrada pela fotógrafa Fabiola Forns, segundo o jornal inglês 'The Sun'. (Foto: Reprodução/The Sun)

Tepco detecta água altamente radioativa no exterior do reator 2 de Fukushima

A Tokyo Electric Power (Tepco), operadora da central de Fukushima, informou nesta segunda-feira que detectou água com altos níveis de radiação no exterior do reator 2, que segundo o governo poderia ter sofrido uma fusão parcial do núcleo.

Os técnicos mediram no domingo concentrações radioativas de mais de 1.000 milisievert à hora na água que tinha saído para o exterior por um túnel que rodeia o reator.

Esse nível é similar ao detectado este fim de semana em uma região alagada no interior do prédio de turbinas da unidade 2, que obrigou a interromper o trabalho dos operários.

Hoje, o porta-voz do governo japonês, Yukio Edano, disse que esse alto nível de radiação na unidade 2 poderia provir do contato de água com material das barras de combustível nuclear parcialmente fundido.

A Agência de Segurança Nuclear disse que a Tepco deve vigiar um possível vazamento dessa água altamente radioativa para a terra, algo que os técnicos estão tentando medir e confirmar.

Homens são presos na Indonésia ao tentar embarcar com 40 cobras

 

 
  • Animais foram sedados para não ser detectados no raio-X Animais foram sedados para não ser detectados no raio-X
Dois homens foram presos no aeroporto de Jacarta, na Indonésia, quando tentavam embarcar para Dubai levando 40 serpentes na bagagem de mão.

A segurança apreendeu as pítons, que estavam sedadas, quando os homens tentavam passar pelo raio-X.

Segundo a agência AP, os acusados disseram à polícia que o objetivo era vender os animais a colecionadores nos Emirados Árabes.

Em declarações reproduzidas no jornal "Jakarta Post", o porta-voz do aeroporto, Salahudin Rafi, explicou que os contrabandistas aplicam sedativos aos animais para que não sejam detectados no raio-X.

"Em nome da segurança de voo, não é permitido que animais sejam trazidos para dentro da aeronave sem permissão e sem cuidados especiais. Nós normalmente colocamos os animais no bagageiro. As pítons estão entre os animais proibidos", disse o porta-voz.

Se forem condenados por contrabando, os acusados podem pegar até sete anos de prisão.

Os animais foram levados para o centro de quarentena do aeroporto.

domingo, 27 de março de 2011

Júlio Arcoverde busca recursos no Ministério das Cidades

Na pauta da audiência, a liberação de recursos para obras de ampliação da rede de esgoto sanitário no Piauí.

Júlio Arcoverde busca recursos no Ministério das Cidades

O presidente da Agespisa, Júlio Arcoverde, e o senador Ciro Nogueira foram recebidos na manhã desta quinta-feira (24), no Ministério das Cidades, pelo secretário nacional de Saneamento Ambiental, Leodegar da Cunha Tiscoski. Na pauta da audiência, a liberação de recursos para obras de ampliação da rede de esgoto sanitário no Piauí.
Júlio Arcoverde ressalta que é uma prioridade da direção da Agespisa garantir maior cobertura do serviço de esgoto sanitário no Piauí, que atualmente está em torno de 7,8%. Em Teresina, onde o índice chega a 17%, a companhia já vem executando uma obra no valor de R$ 100 milhões, que vai beneficiar a zona Sul da capital.
A Agespisa também avançou em Parnaíba e está concluindo a obra de implantação do sistema de esgotamento sanitário. Com essa obra, o índice de cobertura de esgoto de Parnaíba vai sair de zero para 60%. No final de 2010, a companhia conseguiu também, através do PAC 2, mais R$ 11,3 milhões para uma nova etapa.
A cidade de Altos é outra já beneficiada com obra de esgotamento sanitário. O investimento da Agespisa foi de R$ 3,6 milhões e vai atender 40% da população.