terça-feira, 15 de março de 2011

Drogas antiesguicho de urina

Até 1991, o tratamento mais comum para fazer com que um gato parasse de esguichar era administrar uma droga que imita o efeito do hormônio feminino progesterona. Este tratamento provou ser eficaz em cerca de 50% dos machos castrados, mas muito menos eficiente nas fêmeas. Em 1991, Amy Marder, uma comportamentalista veterinária de Boston, introduziu a ideia de tratar os gatos esguichadores com o tranqulizante diazeoam para humanos, também conhecido como Valium. Em um estudo clínico escrito em março de 1992, Coorper descobriu que o diazepam controlava os esguichos em 55% dos gatos machos e fêmeas.

Mas o diazepam apresenta efeitos colaterais nos gatos, assim como nos adultos. A droga frequentemente causa sonolência excessiva, e uma falta de coordenação temporária. Diazepam também causa dependência psicológica e comportamental. Em 1992 foi descoberto que o tranqüilizante buspirona, outra droga que vem ganhando popularidade no tratamento de pessoas com ansiedade, é no mínimo tão eficaz quanto o diazepam em controlar o comportamento do esguicho, mas sem produzir os seus efeitos colaterais.

A necessidade de tratamentos com drogas mostra que ao mover os gatos de seu ambiente natural, a expressão de seus comportamentos naturais pode conflitar com o ambiente dos humanos.
 

Gatos como caçadores

Também precisaremos de esperteza para resolver problemas vindos do instinto caçador dos gatos. Muito do que conhecemos sobre o instinto predatório dos gatos é o trabalho de Paul Leyhausen, um comportamentalista animal alemão, que estudou gatos domésticos e outros felinos entre as décadas de 50 e 70.


2006 Publications International, Ltd

Leyhausen acreditava que os roedores fossem uma presa natural dos gatos. Criaturas solitárias por natureza, o Felis libica conseguiria caçar facilmente ratos e camundongos sozinho, enquanto que para conseguir uma presa maior, teria que haver cooperação de outros predadores. Geralmente, os gatos esperam em frente ao esconderijo de um roedor até que este saia de seu abrigo. Então o gato o persegue, seguindo por uma trilha e esperando pelo momento mais oportuno de atacar a presa. Na verdade, as chances geralmente estão a favor da caça. Em suas observações, Leyhausen estimou que um gato faz cerca de três tentativas antes de conseguir pegar um rato.
 

Os gatos e a matança de pássaros

A maioria dos donos viu seus gatos brincarem com os ratos antes de matá-los. O gato joga o rato no ar, bate nele, o rola pelo chão, o aperta e chuta utilizando suas patas traseiras. As razões pelas quais os gatos brincam com suas presas ainda não são claras. Leyhausen apoiou a explicação de que esta brincadeira representa a liberação de energia acumulada, associada com o instinto predatório, e não é necessariamente feita por prazer.

gato doméstico
© istockphoto.com / Charlie Fiskeaux II

Uma imagem perturbadora do comportamento predador de um felino surgiu em um estudo de 1989 do biólogo Peter Churcher da Escola Bedford em Bedfordshire, Inglaterra, e do ecologista John Lawton da Univerdade de Londres. Estes pesquisadores registraram o número de espécies de presas levadas para casa por 77 gatos de estimação normais de uma vila em Bedfordshire. Eles descobriram que no espaço de um ano, quase 1.100 presas foram capturadas pelos gatos. Cerca de 64% das presas eram pequenos mamíferos, e 36% eram pássaros, incluindo rouxinóis, melros e pintarroxos. Quando usaram estes exemplos para calcular o impacto de toda a população de 5 milhões de gatos domésticos na Grã-Bretanha, eles estimaram que os gatos de estimação matam pelo menos 20 milhões de pássaros por ano.

Como o número de gatos no Estados Unidos é maior, o número de ratos e pássaros caçados torna-se também maior. Inclusive, ecologistas dizem que o estudo britânico sem dúvida subestimou o número de mortes de pássaros causada por gatos, já que eles levam para casa apenas cerca de metade de suas vítimas.

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