terça-feira, 15 de março de 2011

Conhecer para preservar

Conhecer para preservar
A tartaruga marinha, o peixe-boi e o mico-leão-dourado ganharam centros de preservação. Além de aprender, o visitante fica pertinho dos simpáticos animais

Ameaçados de extinção, animais como a tartaruga marinha, o peixe-boi e o mico-leão-dourado ganharam centros de preservação. Lá o visitante conhece o trabalho realizado e aprende um pouco mais dos hábitos de cada espécie. Em alguns, dá até para ficar pertinho dos bichos.
De quebra, os centros se localizam em destinos turísticos como a Praia do Forte e Porto de Galinhas. Vale a pena reservar um dia da viagem para conhecer as iniciativas e contribuir um pouquinho, já que os preços das entradas são revertidos em projetos ambientais. Os animais agradecem.
Projeto Tamar – Bahia


Dá para ver as tartarugas nos tanques, alimentá-las e acompanhar a soltura dos filhotes na praia


A sede nacional do Projeto Tamar, na Praia do Forte, reúne dez tanques e aquários onde vivem tartarugas marinhas de quatro espécies, além de peixes, tubarões e arraias. Dá para observar o tratador na hora da alimentação e o próprio visitante pode dar a comida aos animais. As crianças também se divertem ao tocar ouriços e estrelas do mar.
De setembro a março, o visitante acompanha o manuseio dos ninhos pelos biólogos. Os filhotes que não conseguiram sair dos ovos são recolhidos e soltos na praia no fim da tarde. O espaço acaba de ganhar uma nova atração: o Submarino Amarelo, onde é possível  conhecer e até tocar os animais que vivem nas profundezas dos oceanos, como o peixe-bruxa, o tubarãozinho e as baratinhas do mar.
Com 30 anos de atuação, o Projeto Tamar conta com onze centros de visitantes. Além da Praia do Forte, há bases em Ubatuba, Florianópolis e Fernando de Noronha.


Projeto TamarEndereço: Avenida Farol Garcia D'Ávila, s/n, Praia do Forte
Telefone: (71) 3676-1045
Horário: Diariamente, das 9 às 17h30. No verão, das 8h30 às 18h30
Preço: R$ 15. Idosos, crianças e estudantes pagam meia-entrada
Associação Mico-leão-dourado – Rio de Janeiro


Rodolfo Farias53/Flickr
Torça para encontrar com o espevitado macaquinho durante a trilha com os monitores


O macaquinho de pelos vermelho-dourados e vasta juba tornou-se símbolo da luta contra a extinção de animais no Brasil. Ameaçado pelos traficantes de animais e pelo desmatamento da Mata Atlântica, ele quase desapareceu. Mas hoje vive solto em uma área protegida na Reserva Biológica de Poço das Antas, na cidade de Silva Jardim, a 150 quilômetros do Rio.
Na Associação, é possível aprender mais sobre os bichinhos na visita orientada e na caminhada pela trilha interpretativa. Operadoras de ecoturismo também levam os visitantes para percorrer as fazendas da região e visualizar os micos no seu habitat, saltitando de galho em galho.


Associação Mico-leão-douradoEndereço: Reserva Biológica de Poço das Antas/IBAMA, BR 101 - Km 214 - Distrito de Aldeia Velha - Silva Jardim
Telefone: (22) 2778-2025
Horário: Segunda a sexta-feira, das 8 às 12h e das 14 às 17h
Entrada: A visita à Associação é gratuita. O tour pelas fazendas da região é realizado pela Compass (21-2512-8882). O passeio custa em torno de US$ 300 e inclui transporte, almoço e guia especializado
Projeto Peixe-Boi – Pernambuco




Getty Images
Depois de receber cuidados, o peixe-boi é devolvido ao mar


É possível ver os movimentos dos rechonchudos mamíferos nadando nos aquários. Hoje, a sede do Projeto Peixe-Boi abriga 11 animais: cinco machos e seis fêmeas. O visitante também pode conferir um documentário e aprender curiosidades do animal que, em alguns casos, chega a 4 metros de comprimento e 600 quilos.
Os filhotes encalhados em praias de todo o Nordeste são encaminhados para o projeto, que existe há 30 anos. São cuidados por biólogos e devolvidos ao mar. Foi aqui que nasceu o primeiro filhote de peixe-boi em cativeiro da América Latina.


Projeto Peixe-Boi 
Endereço: Final da Estrada do Forte, km 5, Itamaracá
Telefone: (81) 3544-1056
Horário: Terça a domingo das 9 às 17h
Entrada: R$ 10
Instituto Baleia Jubarte – Bahia



Divulgação
Réplicas da baleia jubarte estão por toda parte. Depois de aprender sobre as grandonas, é hora de vê-las no mar aberto


O enorme esqueleto de uma baleia jubarte de 13 metros de comprimento chama a atenção de quem entra no centro de visitantes. As réplicas do animal em tamanho natural também impressionam e podem ser tocadas pela criançada. Ali, dá para conhecer um pouco mais sobre a espécie, conhecida por seus saltos e cantos musicais.
O local é ponto de partida dos cruzeiros de observação da jubarte, que dá as caras por aqui de julho a novembro. Antes de embarcar para assistir ao espetáculo aquático das grandonas, o visitante confere uma palestra informativa com os biólogos. Fundado há cinco anos, o Instituto atua no resgate de baleias encalhadas no litoral da Bahia e Espírito Santo.



Instituto Baleia JubarteEndereço: Avenida Farol Garcia D'Ávila, s/n, Praia do Forte
Telefone: (71) 3676-1463
Horário: Terça a sábado das 9 às 18h. Domingo das 13 às 17h. O local vai reabrir em julho de 2011
Preço: R$ 6
Projeto Hippocampus – Pernambuco




Divulgação
Os coloridos peixinhos são usados como ornamentos de aquários e remédios populares


O local reúne vários aquários onde é possível ver as duas espécies de cavalos-marinhos que existem no Brasil, além das várias fases de vida do animal. Um monitor explica várias curiosidades sobre os coloridos peixinhos – é o macho quem carrega os ovos. Há aquários com outros peixes dos recifes de corais da região como a moreia e o peixe-cirurgião.
Há dez anos, o projeto desenvolve trabalhos de conscientização ambiental com os jangadeiros, que levam os turistas até os rios para mostrar os bichinhos. Bastante frágil, o cavalo-marinho ainda sofre com a pesca indiscriminada para servir de ornamento em aquários e pela crendice popular: os animais secos são usados em remédios caseiros contra asma e reumatismo.


Projeto HippocampusEndereço: Rua da Esperança, 700, Porto de Galinhas, Ipojuca
Telefone: (81) 3552-2191
Horário: terça-feira a domingo das 09 às 13h e das 14h30 às 17h
Entrada: R$ 4. Idosos e crianças não pagam

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