segunda-feira, 14 de março de 2011

Após polêmica, Campinas sacrifica 13 capivaras

A prefeitura de Campinas abateu na noite de sábado 13 capivaras contaminadas por carrapato-estrela - que transmite a febre maculosa para humanos. As capivaras estavam confinadas havia três anos no Largo do Café, situado ao lado do Parque Taquaral. Os corpos dos animais foram retirados envoltos em sacos pretos e transportados para o aterro municipal.

Funcionários do Centro de Controle de Zoonoses e um grande número de guardas municipais impediram a aproximação de vizinhos e curiosos que estranharam a circulação de viaturas às 22 horas de sábado no parque.
O sacrifício dos animais ocorreu após autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) - que atestou o abate como alternativa para interromper a proliferação do carrapato-estrela. Esse foi o principal argumento da prefeitura para manter o Largo do Café fechado ao público nos últimos três anos. Entre 2008 a 2010, quatro servidores que tinham contato com a área de circulação das capivaras se infectaram com a febre maculosa e três foram a óbito pela doença.
Mesmo assim, grupos de defesa dos animais tentavam evitar o sacrifício dos animais. Em fevereiro, porém, o secretário municipal de Saúde, Francisco Kerr Saraiva, confirmou que as capivaras seriam abatidas até o final de março. "Esse procedimento é uma questão de saúde pública", disse.
Inconformados, ambientalistas realizaram uma manifestação ontem à tarde, em frente ao portão do Lago do Café, onde foram colocadas 13 cruzes, simbolizando a morte das capivaras. "Foi uma covardia", lamentou Flávio Lamas, presidente da Associação dos Amigos dos Animais de Campinas.

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